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ARTICULISTA

Projecel e Cemig humilham moradores da Lajinha

como se lhes fizessem favor ou lhes dessem esmola

Conteúdo redigido pelo articulista do VOX, Roberto Marcos, em 26/3/2021, às 21h09min

 

     Os moradores estão revoltados com a qualidade do fornecimento de energia elétrica em alguns pontos da Comunidade Rural da Lajinha, em Teófilo Otoni. O problema é antigo deveras. Portanto, sabe-se desde sempre que “vai faltar luz” a qualquer momento, como dizem os contribuintes ouvidos pelo VOX. Mas nos dois últimos meses – fevereiro e março de 2021 - “a coisa tem estado feia”. Qualquer sinal de chuva ou vento foi (e tem sido) o bastante para os moradores daquela área ficarem sem fornecimento de energia elétrica por demoradas e demoradas horas.

 

      No Carnaval deste ano, por exemplo, parte da Lajinha chegou a ficar 26 horas – não é engano não: 26 horas - sem luz apesar dos renitentes pedidos feitos à Cemig via telefone. E a história se repete: depois de uma hora tentando, a consultadora finalmente atende e diz que o fornecimento será reestabelecido em 4 horas. Só rindo... E essas 4 horas (como no Carnaval) viraram 26 horas, como se estivéssemos nos tempos da pedra lascada. E assim, os moradores daquela comunidade veem, anos após anos, produtos perecíveis como leite e alimentícios serem jogados fora, sem falar em equipamentos que são, quase sempre, avariados. Trabalhadores braçais, trabalhadores do campo, lavradores, pessoas pobres que perdem carne, queijo, leite, etc, etc, conquistados com o seu trabalho durante a semana ou o mês de labor. E o pior: não tem a quem recorrer, limitando-se simplesmente a amargar o prejuízo.  

     Não sabemos, de fato, se o problema é com a Cemig (embaraçada em burocracia) ou com a terceirizada Projecel (que quer majorar os lucros do contrato, apunhalando a eficiência). A Editoria do VOX não tem os números, mas gente do setor diz que a “coisa piorou muito depois da terceirização. Os sócios-proprietários da Projecel não parecem "estar nem aí" com o sofrimento dos consumidores. Limitam-se a evitar as multas constantes do contrato.

     Só para se ter uma ideia do tamanho da falta de respeito, o advento registrado no feriadão do Carnaval foi tão grave que os moradores da Lajinha já estavam se preparando para interditar a Br 116 com pneus e fogo em busca de forçar uma solução mais rápida. Houve quem pensasse até em invadir o escritório da Cemig em Teófilo Otoni por uma resposta mais honesta, diferente da voz enlatada das consultoras do Atendimento Cemig que prometem “o restabelecimento em quatro horas” e que, na verdade, nunca acontece.

     O que se sabe é que uma comissão está sendo formada para levar o caso aos deputados Neilando Pimenta e Fabinho Ramalho que representam a cidade, acessando, quem sabe, o governador do Estado que precisa de ter conhecimento desse fato. No momento em que este conteúdo está sendo redigido, por exemplo, (26/3/2021, às 21h48min), a Comunidade Rural da Lajinha, apesar do calor e da ausência de ventos ou chuva está sem energia elétrica mais uma vez: e desde as 13h40min.

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